quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Diario de um cão





1ª semana:
- Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!

1º mês:
- Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses:
- Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "família humana" cuide tão bem de mim como ela o fez.

4 meses:

- Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como "irmãozinhos". Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.

5 meses:

- Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz "pipi" dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do quê, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.

8 meses:
- Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço!

12 meses:
- Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!!

13 meses:
- Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra.Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.

15 meses:

- Já nada é igual... Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue...

16 meses:

- Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "Ouçam, Esperem!" lati... se esqueceram de mim... Corri atrás do carro com todas as
minhas forças. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.

17 meses:

- Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minh´alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: "pobre cãozinho, deve ter se perdido."

18 meses:
- Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus "irmãozinhos". Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.

19 meses:
- Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses:

- Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado "calçada", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho..

Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo... Algumas pessoas passam e nem me veem; outras dizem: "não chegue perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia... junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer".

A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em por que tive que nascer se ninguém me queria...

Um grande abraço a todos...



Idéias Evolucionistas

As idéias de Lamarck


    Em 1809, Jean Baptiste Lamarck publicou seu livro Filosofia Zoológica, que tratava da evolução biológica. A obra foi mal recebida na época, mas suas idéias foram de grande importânciana história da Biologia.
    Lamarck baseava-se na premissa de que os seres vivos tem um impulso anterior capaz de permitir sua adaptação ao ambiente, desde que pressionados por alguma necessidade imposta pelo ambiente . Eles adotariam novos hábitos de vida, empregando algumas partes do corpo com mais frequencia e intensidade do que outras; as partes mais utilizadas se desemvolveriam, e as menos utilizadas se atrofiariam ou chegariam mesmo a desaparecer. Essa hipótese tornou-se conhecida como lei do uso e desuso.
    As mudanças ocorridas nos organismos em decorrencia de imposições ambientais seriam transmitidas aos descendentes, segundo a lei da transmissão de características adquiridas.
    Nas idéias de Lamarck, destacam-se dois aspectos:
  • A lei do uso e desuso é válida para alguns órgãos, como os músculos, que se desenvolvem por meio de exercícios e se atrofiam com a inatividade. Entretanto, o desenvolvimento do órgão ou a atrofia não são herdados pelos descendentes.
  • A lei da transmissão de características adquiridas não é válida em nenhuma circustancia. Os seres vivos transmitem aos descendentes apenas seu material genético.

As idéias de Darwin


      Em 1831, Charles Darwin (1809-1882) integrou-se em uma expedição para uma viagem ao redor do mundo, que duraria cerca de cinco anos. No caminho, Darwin coletou espécimes para estudo e fez numerosas anotações, que serviram de base para o desenvolvimento de suas idéias.
       Nas costas do Equador, a expedição fez escala no Arquipélago de Galápagos, onde Drawin estudou com particular interesse os fringilídeos (ou tentilhões). Observando esses pássaros, Darwin notou diferentes adaptações, principalmente em relação ao bico e ao tipo de alimento utilizado.
        Retornando à Inglaterra, Darwin trazia a convicção de que seres vivos se modificam ao longo do tempo, adaptando-se ao ambiente. Sabia que suas idéias contrariavam as crenças da época. Durante cerca de vinte anos, organizou suas anotações, elaborando hipóteses para o mecanismo de adaptação dos seres vivos ao ambiente.
        Envolvido com essa questão, chegou-lhe às mãos o livro Um Ensaio Sobre Populações, em que o autor, Thomas Malthus, afirmava que a população humana crescia em progressão geométrica, enquanto a produção de alimento crescia em progressão aritmética. Em outras palavras, a população crescia muito mais rapidamente que a produção de alimento. Com o tempo haveria uma populção muito grande para uma quantidade relativamente pequena de alimentos.
         Essas idéias fizeram Darwin imaginar que, nas circunstancias propostas por Malthus, ocorreria intensa luta pela sobrevivencia. Tambem percebeu que, embora houvesse tendencia de as espécies selvagens terem grande aumento de suas populações, esse acentuado incremento numérico não acontecias, e as populações naturais normalmente se mantinham estáveis.
        Darwin explicada que entre os indivíduos de uma espécie havia grande variabilidade; essa variabilidade era transmitida e acentuava-se de uma geração para a seguinte. Em cada grupo, alguns indivíduos sobreviviam, enquanto outros eram eliminados sendo a escolha realizada pelo ambiente, pela seleção natural.
       Em 1858, o naturalista Alfred Russel Wallace enviou a Darwin uma cópia de um trabalho, solicitando sua apreciação. Quando Darwin leu, percebeu que as idéias de Wallace sobre evolução das espécies eram muito semelhantes às suas.
       Os dois publicaram conjuntamente seus trabalhos na mesma revista científica, sem despertar a atenção dos leitores. Darwin, então, passou a escrever sua maior obra. A Origem das Espécies, publicada em 1859.
       Uma das críticas à obra de Darwin foi a falta de exemplos concretos e atuais de evolução. Outra foi a falta de explicação convincente para as causas da diversidade intra-específica. Apenas no início do século XX, com o conhecimento a respeito da variabilidade genética, inclusive das mutações, as idéias de Darwin puderam ser mais bem explicadas.









"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana"
 Charles Darwin